Espetáculo que une canto lírico, orquestra, coro, dança e teatro estreia em 29 de novembro, em Brasília, e percorre cinco capitais brasileiras na temporada 2026/2027
O sertão brasileiro sobe ao palco em formato sinfônico. Em 29 de novembro, o Teatro Nacional de Brasília recebe a estreia nacional de Ópera do Sertão, espetáculo protagonizado pelo tenor Thiago Arancam que transforma canções marcantes da música regional e sertaneja em uma narrativa cênica sobre memória, raízes e identidade.
A montagem reúne canto lírico, orquestra, coro, dança e teatro em uma única experiência. Clássicos como “Disparada”, “Menino da Porteira”, “Asa Branca”, “Romaria”, “Tocando em Frente”, “Evidências” e “Luar do Sertão” ganham novos arranjos e dimensão sinfônica, organizados em blocos temáticos com atmosferas visuais próprias.
A inspiração: o circo-teatro que levava música ao interior
A obra nasce de uma referência histórica da cultura popular brasileira: as companhias de circo-teatro que cruzavam o interior do país levando música e histórias a cidades que não tinham teatros.
Em cena, Arancam interpreta o Cantador, personagem que conduz uma trupe de músicos, atores e dançarinos e dá voz às histórias do povo do interior. É essa estrutura narrativa que costura o repertório — cada canção deixa de ser apenas uma música e passa a integrar uma viagem cênica por paisagens e sentimentos ligados ao sertão.
Um tenor de carreira internacional no centro do projeto
Thiago Arancam é um dos nomes brasileiros de maior projeção no canto lírico. Com apresentações em mais de 40 países, já subiu a palcos de importantes teatros de ópera, entre eles o Teatro alla Scala, em Milão. No Brasil, foi protagonista da versão nacional do musical O Fantasma da Ópera.
Sua trajetória combina a interpretação do repertório lírico com projetos que aproximam esse universo de novos públicos — movimento que Ópera do Sertão leva adiante ao colocar a técnica operística a serviço de canções que atravessam gerações.
Ficha técnica e informações práticas
- Estreia nacional: 29 de novembro, no Teatro Nacional de Brasília (DF)
- Duração: aproximadamente 90 minutos
- Classificação: livre
- Apresentação: Ministério da Cultura
- Patrocínio: Bradesco Seguros, por meio do Circuito Cultural Bradesco Seguros
Turnê nacional em 2026 e 2027
Depois da estreia em Brasília, o espetáculo segue em turnê com apresentações previstas entre o fim de 2026 e ao longo de 2027 em cinco capitais: Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Manaus (AM). As datas serão anunciadas em breve.
A Importância do espetáculo
Ópera do Sertão se insere em um movimento de valorização da música brasileira de raiz dentro de formatos de grande porte. Ao levar “Asa Branca” e “Disparada” para o universo sinfônico, o projeto propõe um encontro entre duas tradições que, à primeira vista, parecem distantes — a erudição do canto lírico e a oralidade da canção popular.
O resultado é uma obra que não se limita ao resgate nostálgico: ela reorganiza esse repertório em linguagem contemporânea, com orquestra, coro e corpo de baile, ampliando o alcance dessas canções para públicos que talvez nunca as tenham escutado em versão original. Em um país onde a memória cultural do interior ainda é pouco representada nos grandes palcos, a montagem funciona como afirmação de identidade — e como convite para que novas gerações reconheçam no sertão uma das matrizes da música brasileira.


